quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maledicência



“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (…) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”


“Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.”
André Luiz
“Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.”
Emmanuel
“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.
Jesus (Mateus 15: 11)



Falar mal dos outros, prática comumente considerada “inocente”, é atividade altamente perniciosa, pode facilmente transformar-se em hábito e deve ser combatida imediatamente ao constatarmos que ela faz parte de nosso cotidiano.
Não importa se os outros são nossos conhecidos ou não; se estão longe ou perto; se agiram correta ou incorretamente: simplesmente não devemos alimentar nossas conversações com assuntos que somente dizem respeito à vida alheia. Se não for o caso de prestar algum auxílio, para nada de útil tal conversação servirá e ainda poderá ser fonte de muitos males.
Ao falarmos mal dos outros, abrimos as nossas mentes para que elas se tornem um campo de futilidade, covardia e maldade, cada vez mais desenvolvidas, atraindo, assim, as companhias espirituais – e encarnadas – pertinentes.
Além de desrespeitar o dever primordial da caridade, essa atividade ainda demonstra que nosso tempo está sendo pessimamente empregado: afinal, ter tempo para falar mal dos outros significa ter tempo livre em excesso, que poderia ser empregado em atividades que edificassem o Bem.
Precisamos policiar-nos e corrigir-nos. E como podemos fazê-lo? Vigiando nossos pensamentos, para que consigamos cortar esse mal pela raiz, e ocupando nossas mentes e nosso tempo com trabalho útil e pensamentos elevados, em sintonia com o Alto. Não importa há quanto tempo labutamos no mal ou quantas vezes caímos e erramos: com força de vontade e esforço, a qualquer momento poderemos transformar nossos comportamentos e nossas vidas para melhor.
Não percamos tempo, então: comecemos agora mesmo, não tocando em assuntos que não nos dizem respeito e recusando-nos a dar continuidade a conversações permeadas de maledicência, gentilmente sugerindo uma mudança de tópico para a conversa. É fundamental, também, que guardemos paciência, tolerância e perdão para com aqueles que ainda não descobriram o poder tóxico da maledicência e continuam permitindo-se praticá-la.
Com a consciência de que há um determinado defeito em nós, surge a responsabilidade de atuarmos para corrigi-lo, dentro do melhor que pudermos fazer. Essas pequenas corrigendas devem obrigatoriamente ser efetuadas com urgência nas vidas de todos aqueles que desejam trilhar o caminho do bem e tornarem-se, um dia, verdadeiros cristãos.


No livro “A essência da amizade”, encontramos um precioso texto de autoria de Huberto Rohden, que trata da velha questão da maledicência.
Com o título de Não fales mal de ninguém, o referido autor tece os seguintes comentários:
“Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.
Qual a razão última dessa mania de maledicência?
É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.
Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma.
Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.
Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.”(...)
“As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.
Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.”
A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens.
Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
Fala-se muito por falar, para “matar tempo”.
A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio.
São enfermos em demorado processo de reajuste.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!

fontes: http://www.momento.com.br/    https://espiritismonocotidiano.com

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O julgamento pode estar próximo por Ribamar Fonseca


A descoberta de um novo planeta no nosso sistema solar acaba de ser anunciada, através de um artigo na revista especializada "The Astronomical Journal", pelo astrônomo Michael Brown. Na verdade o planeta ainda não foi visto, mas pelas perturbações causadas entre os corpos espaciais na zona de Plutão, foi possível ao astrônomo afirmar a sua existência. Seus cálculos foram compartilhados por seu colega Constantin Batygin e ambos chegaram à conclusão de que o novo planeta tem dez vezes a massa da Terra e sua distância do Sol é 200 vezes maior do que a distância do nosso globo para o astro-rei. E mais: sua órbita completa ao redor do Sol duraria cerca de 15 mil anos. O anúncio ganhou destaque no mundo porque o astrônomo Brown, que descobriu o planeta-anão Sedna e contribuiu para o rebaixamento de Plutão, tem grande prestígio nos meios científicos.
O que poucos sabem, no entanto, é que a existência desse planeta já era conhecida dos espíritas desde o início do século passado. No seu livro "Mensagens do Astral", editado na década de 30 daquele século, o espírito Ramatis, autor de inúmeras obras sobre o mundo espiritual, já falava sobre esse planeta, que neste milênio, em sua elipse, deve passar próximo da Terra, provocando cataclismos como parte do processo evolutivo do nosso planeta. Segundo mensagens espirituais recebidas em todo o mundo, a Terra será promovida a Planeta de Regeneração, quando a vida será infinitamente melhor do que atualmente e, para isso, precisa ser expurgada dos maus, que serão atraídos, em espírito, para o novo planeta. Chico Xavier chegou a denominá-lo de "Planeta Chupão", porque ele vai atrair para a sua superfície todos os espíritos com o mesmo padrão vibratório inferior.
O astrônomo Michael Brown, portanto, confirma o que os espíritas já sabiam e que deve servir de alerta para os céticos, especialmente para aqueles que acham que a vida termina com a morte do corpo físico e, por isso, se empenham em tirar vantagem nesta vida, convencidos de que depois é o nada. Muita gente sabe, desde os tempos mais recuados, que o espírito é imortal e que a vida, após a morte do corpo físico, continua, só que em outra dimensão. Muitos livros já foram publicados sobre o tema, inclusive de autores não espíritas, baseados em suas próprias experiências, além de reportagens e filmes. O grande filósofo grego Sócrates já dizia: "Se o espírito é imortal, por que não vivermos com vistas à eternidade?" Esse é o problema dos que pensam que a morte é o fim e, por isso, passam o tempo lutando apenas para se dar bem nesta vida.
Todos os seres vivos – homens, plantas e animais – um dia vão morrer, pois a morte faz parte da natureza. A propósito, lembrando ainda Sócrates, quando ele estava na prisão à espera do julgamento dos juízes, um dia sua mulher chegou aflita para lhe dar a notícia:
- Sócrates! Sócrates! Os juízes te condenaram à morte!
E o grande filósofo, sereno, respondeu:
- E daí? Eles também estão condenados pela natureza.
Precisamente pela consciência de que um dia morrerão é que as pessoas deveriam prestar mais atenção para o seu lado espiritual, procurando corrigir seus defeitos através de uma reforma interior, pois do outro lado vão ter de prestar contas de suas ações. Quando chegarem lá não lhes perguntarão sobre seus títulos, patrimônio, o volume de dinheiro nos bancos, sua posição social, etc, mas o que fizeram de bem aos semelhantes, quantas lagrimas enxugaram, etc. Esta é a riqueza que os ladrões não roubam e a ferrugem não come, conforme alertou Jesus. Ao contrário da justiça dos homens, que é falha e muitas vezes injusta, a justiça divina é perfeita e ninguém escapa dela. Do outro lado não existe impunidade. E todos os tipos de criminosos, incluindo os de colarinho branco, corruptos, tiranos e todos os que usam o seu poder para fazer o mal, empregando mal o livre-arbítrio, receberão as penas correspondentes.
Tudo isso pode parecer fantasia para os céticos, para os ateus, mas é bom lembrar que Noé escapou do dilúvio por ter acreditado nos avisos de Deus. E o principal preposto de Deus na Terra, Jesus, fez o alerta em seu Evangelho: "A cada um segundo as suas obras". Ele também disse que chegaria o tempo em que o joio seria separado do trigo e é exatamente o que já está acontecendo a nível espiritual. Os espíritos dos infratores que morrem não voltarão mais para a Terra: eles estão sendo separados para reencarnarem nesse planeta anunciado por Brown, para onde serão atraídos quando ele passar próximo do nosso globo. Será uma nova oportunidade que Deus lhes dará para a busca da evolução, começando tudo de novo, tal como os exilados de Capela, da constelação do Cocheiro, que foram trazidos para a Terra nos primórdios da Humanidade e aqui deram continuidade ao seu processo evolutivo.
Vale a pena lembrar aos que fazem o mal a outras pessoas, seja física ou moralmente, especialmente aos que vivem pregando a violência, o ódio, que o espírito é imortal e que existe outra vida além desta, onde todos prestarão contas dos seus atos. E que poderão ser atraídos, em virtude do seu baixo padrão vibratório causado por suas maldades, pelo planeta "Chupão" que vem aí, onde terão bastante tempo para refletir sobre suas ações e tentar modificar-se. Afinal, se não existisse punição para os que fazem o mal o crime compensaria. E toda a pregação do Cristo, tendo como fundamento o amor, seria uma farsa. Felizmente, porém, sabemos que Ele nos legou o mais perfeito manual de vida de que se tem conhecimento: o Evangelho. Basta segui-lo.

É bom lembrar, também, que o Brasil é o "coração do mundo e pátria do Evangelho", conforme revelou em espírito o escritor Humberto de Campos. Para estas terras do Cruzeiro do Sul o Cristo transplantou o seu Evangelho, antes mesmo da sua descoberta por Pedro Álvares Cabral e após o uso do seu nome para alimentar as guerras fratricidas no Velho Mundo. O Brasil, portanto, não é um barco à deriva, ao sabor do mar revolto de paixões que parece ameaçar o nosso futuro. Jesus está no leme. Tolo quem não acreditar nisso.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

SUCESSO NO ARRAIÁ DO ALVORADA !!!








GRATIDÃO IMENSA À TODOS QUE COLABORARAM , DOARAM, SE DEDICARAM , NOS AUXILIARAM E PARTICIPARAM DA FESTA NO SÁBADO À NOITE . 
E INTÉ A PRÓXIMA !!!




sexta-feira, 10 de junho de 2016

VAI INTÉ TÊ CASAMENTO CAIPIRA..


CARIDADE DO DEVER - ANDRÉ LUIZ PSICOGRAFIA CHICO XAVIER




          De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.
          Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heroicos dignos da imprensa.
          Beneficência no cotidiano.
          Não empurrar os outros na condução coletiva.
          Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.
          Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.
          Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.
         Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.
          Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.
          Desistir de reclamações descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.
          Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.
          Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.
          Todos pregamos reformas salvadoras.
          Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.
          Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.
          Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.

    Livro Apostilas da Vida  – André Luiz – Chico Xavier

O Brasil e a sua Missão Histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho” por Bezerra de Menezes


Meus filhos: 

Prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”. 

Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade. 

Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional. 

Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física. 

Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.

Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”. 

Sem dúvida, o cinturão da miséria sócio-econômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana... 

Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível. 

Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões. 

A História se repete!... 

As grandes nações do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia; a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas. 

As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos. 

O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o vôo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentaria, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para re restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção. 

Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar. 

Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-lO, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores. 

Divulgá-lO, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudo-intelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida. 

Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem. Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal. 

Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude. 

Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite. 

Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão. 

Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós. 

O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade. 

Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz. 

Muita paz, meus filhos! 

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, 

Bezerra

fonte:
http://www.oespiritismo.com.br/textos/ver.php?id1=146