sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sem exigências por Pai João de Aruanda

Salve Fios, é a primeira veiz que eu falo atravéiz dessa fia, mais faiz tempo que nóis conversa. E desdi a primera veiz a gente sente o amor que ela traiz no coração. E por isso esse paínho, como ela gosta de me chamá, resolveu vir falar proceis iscutá mior as palavras da luiz. Oceis pede tanto amor, mas oceis mesmo tão se descuidando de amá a pessoa mais importante desse mundo: oceis mesmo.

É, isso mesmo. Oceis não se ama porque ninguém ensinô oceis a se amá. Oceis tem que cumpri tanta obrigação, tanta regra, agradá tanta gente e amar tanta gente que não sobro espaço proceis si amá.

Tem gente que nem sabe como fazê isso. Então painho vai insiná um tiquinho proceis começa a aprendê como se amá. As mensage da luiz tudo fala de amor, fala proceis meditá, perde os medo, perdoá, esquecê as coisa ruim que vivero e ser feliz.

Mais isso é difícil né, fios? Inda mais num mundo cheio de competição, de doença, de farta de dinheiro, de amor. Mas fios, o segredo é esse: amar apesar de tudo isso. E oceis pode faze isso, começando por lembrar que ocêis são únicos. Num existe ninguém igual oceis nesse mundo e nem em otro.

Oceis precisa é se conhecê mior. Oiá nos zóio dóceis mesmo. Pára na frente do espelho e olha bem no fundo, o que oceis vê lá? Olha com sinceridade. Num precisa tê vergonha de olha proceis mesmo. Num tem nada lá que oceis já não sabe. Pode num lembra, mais sabe.

Aí oceis vai vê o que tem na alma. Se vê dor, olha mais fundo e chora até essa dor passa. Se tem raiva, olha pra essa raiva, põe ela pra fora, fala ca image no espelho e pergunta que raiva é essa. Aí, chama seus guardião, nosso sinhô Jesus Cristo e conta tudo pra ele. Pede pra tirá essa raiva da sua alma, que tá atrapaiando seu coração de se amá.

Se oceis vê culpa, faiz a mesma coisa. E cada coisa dessas que embaça o brilho dos zóio e do sorriso, oceis conversa ca image do espelho e depois oceis integra pros seus guias, mestres, pra Jesus. Aí oceis vai meditá e pede pra colocar amor no lugar dessas emoção que só traiz sofrimento e tira o brilho dos zóio dóceis.

Os zóio é o espelho da alma, então se oceis que vê o brilho da luiz de uma pessoa, olha nos zóio dela. Quem brilha, mesmo se tiver uma tristeza, ainda assim traiz um brilho, uma emoção diferente no olhar.

E pra cada coisa ruim que oceis tira de dentro, põe um coisa boa. Vai lembrando aí das coisas bacana que oceis sempre quis fazê e não podia, ou então descobre novo dom, um talentozinho que oce não sabia que tinha.

Existe tanta coisa boa na vida que faiz os zóio brilhá. Coisinha boba, mas é melhor a alma se alegrar por uma coisinha boba do que ficar apagada por um desses monstros que a gente cria dentro da gente, que depois que libera percebe que também era uma coisinha boba.

Nóis, aqui da Aruanda ficamo triste de vê o quanto oceis sofre por coisas pequena. Tem sofrimento que é grande mesmo, coisa séria, mas até pra esses tem alívio se oceis intendê que tudo aqui na Terra é escola. Mas  oceis não precisa sofre a vida inteira por causa das dureza dessa escola. Tudo é só pra gente aprende a sê ainda mais luiz.

Oceis já percebero as criança que quando enfia um espinho no pé ou precisa toma uma injeção, o quanto elas chora, esperneia e sofre por causa do medo da dor? Elas prefere fica com o espinho ou com a doença com medo da dor de tirar o espinho ou da agulhada.

Elas não sabe que a dor de tirar o espinho é tão pequena e dá um alívio na hora e a injeção dói só um pouquinho mas cura uma doença que pode fica grave. Assim são oceis, prefere ficá cá alma apagada do que olhar pra dor que sente e tirar ela de lá. Paínho garante que dói mais quando entra do que quando saí.

Isso tudo é pra explica proceis que sem liberá as dor da alma oceis não consegue liberta o coração para o amor, especialmente o amor por oceis mesmo. E, fios, não se enganem. Se oceis não aprende a se amá, não vão amá ninguém incondicionalmente (palavra difícil essa né fia –risos). Afinár, ninguém pode dá o que não tem.

E seja carinhoso com oceis mesmo. Se tratem com respeito, com educação. Gentileza (a fia me lembro dessa palavra). Seja gentil com oce mesmo. Respeite as necessidades dóceis e vão se permitindo, aos pocos se fazer feliz. Comecem a ser bonzinhos, a ser carinhosos com a pessoa que oce vê cada veiz que óia no espelho. Essa pessoa é um anjo e traz  o amor de Jesus no coração. Ela merece ou não merece ser amada por ocê?

Pensa, fios, nessas palavras, presta atenção nas coisas que o povo da luiz diz proceis. Num sô só eu falando, é tudo mundo que trabalha do lado de cá, que qué o bem dóceis que ainda tão do lado de lá dos véu.

Quase tudo nóis já estivemo aí onde oceis estão e sabemo bem do que tamo falando. Oceis precisa pará de se cobrá tanto, de pensa tanto, de sofre tanto por coisa que não tem importância nenhuma, porque tudo muda na medida que oceis decide mudar.

Há tanta vida boa esperando oceis. Num perde mais tempo. Num fica arrumando descurpa pra adiar a felicidade, que tá bem aí, na frente do seu espelho, bem guardadinha no fundo da sua alma. E quando oceis libertá a alma aí sim, oceis vão cura seus coração e vão aprendê o que é o amor de verdade.

Eu sou Pai Jacó, mas oceis também podem me chama de Paínho, como essa fia gosta e quero ser amigo de cada um de oceis, é so me chama que eu respondo, porque o que eu e nóis tudo que é luiz mais qué é vê oceis feliz.


 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Entrevista14/11/2015 Médium Divaldo Franco reflete sobre aflições como desemprego e violência em Caxias

Aos 88 anos, Divaldo possui mais de 250 obras publicadas, sete milhões de exemplares vendidos e 104 títulos traduzidos para 17 idiomas. Ao lado do amigo Nilson de Souza Pereira, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção e a Mansão do Caminho, em Salvador, beneficiando milhares de doentes e necessitados. Ele também já participou de mais de 13 mil conferências no Brasil e no exterior. 

Diante do cenário de crise em que as nações e os seres humanos estão inseridos, há uma busca cada vez maior por um caminho menos tortuoso. Mas, é preciso ter uma meta além da aspiração material e profissional. É através de palavras de esperança que as pessoas acreditam na possibilidade de paz interior. O médium em atividade mais importante do país, Divaldo Franco, é um exemplo dessa disseminação dos valores humanos e da propagação do bem. O embaixador da paz esteve em Caxias do Sul, em uma conferência da doutrina espírita realizada nos Pavilhões da Festa da Uva. Ele abriu espaço na agenda para conversar com a reportagem sobre temas do dia a dia, como violência e desemprego.
Na entrevista, Divaldo explanou seu ponto de vista sobre situações adversas enfrentadas pelos cidadãos. Para o médium, o mundo atual é sombrio. As pessoas estão mais imediatistas e, com isso, as decepções são ainda maiores. Apesar disso, ele vê um processo de mudança para melhor no mundo. Confira a entrevista:

O país passa por crise econômica e institucional. Na ótica espírita, por que isso está acontecendo? 
Divaldo Pereira Franco: Esse é um momento histórico muito grave. A crise não é apenas no Brasil, é em todo o planeta. Variando de enfoque, cada país está enfrentando determinado tipo de dificuldade. Isto porque a grande crise da atualidade é de natureza moral. Há 250 anos, o pensador inglês Thomas Reid afirmou que a criatura do seu tempo havia perdido o endereço de Deus. Na atualidade diríamos que após haver perdido o endereço de Deus, perdeu o endereço de si mesmo e, por isso, o indivíduo aturde-se. O excesso de tecnologia e de ciência não proporcionou a anelada (desejada) paz. Abriu vários vieses para conflitos, necessidades e utopias. E, por consequência, o desenvolvimento da natureza tecnológica não foi imediatamente acompanhado pela natureza moral. É compreensível que numa sociedade utilitarista, individualista, sexista, os valores sejam muito imediatos e as decepções ainda mais rápidas. Em consequência, no Brasil, enfrentamos uma crise que não é de agora, ela se vem arrastando através dos tempos e piorando. Mas chegou ao grande momento, como ocorre aos tumores, em que eles atingem um nível e naturalmente precisam ser cirurgiados, e estão alguns deles sendo cirurgiados. Surpreendem porque nós estávamos acostumados a ver pessoas a quem denominávamos nobres, cidadãos e cidadãs honrados, e que de repente caíram do pedestal, pois suas bases não eram fincadas na dignidade e na altivez, mas sim nos escombros da própria indignidade humana.

Que tipo de lição é possível tirar do maus exemplos?
A grande lição é que nenhum crime fica completamente acobertado. E mesmo quando as pessoas não tomam conhecimento, a consciência do delituoso é despertada. Nada pior do que uma consciência de culpa. Graças a isso aumentam os índices da somatização de doenças por causa dos conflitos internos, a depressão, o transtorno do pânico e outros distúrbios de comportamento tomam lugar da falsa paz que antes nós apresentávamos como decorrência natural das ações que foram praticadas. 

Diante de um cenário de desemprego e violência, como ter forças para enfrentar um mundo de desafios e expiações?
Mudando as próprias atitudes perante o mundo. Nós estamos acostumados a mudar de telefone, de aparelho cada vez que surge um novo exemplar, que é absolutamente desnecessário. Principalmente para indivíduos como eu que apenas utilizam para uma chamada telefônica ou ler alguma notícia. Mas há no individuo uma sede de consumismo que é uma projeção do ego, porque através do consumismo ele parece que 
se realiza, que ele vai ser projetado no contexto social mesmo sem poder. A crise faz o indivíduo se dar consciência e medir os seus próprios valores, chegando ao estado de percepção daquilo que pode e deve em relação ao que deve e pode. 

Pesquisas mostram que o Rio Grande do Sul é o Estado com o maior número de suicídios e pessoas com depressão. Por que isso acontece?
Porque talvez os problemas em que se veem envolvidos os indivíduos sejam de maior urgência e inesperados. Acostumados talvez a um período frutífero de realizações edificantes, diante de uma necessidade, de uma reformulação de conduta, falta os valores éticos, as resistências morais. E como nós temos uma cultura dita religiosa, de uma conduta que é eminentemente materialista, o indivíduo foge. Seja pelo surto depressivo, a ausência das substâncias da alegria, a dopamina, a serotonina, a adrenalina, ou seja porque talvez não tenha aquela coragem de enfrentar o período negativo para reerguer-se. O edifício de luxo está plantado na lama e a árvore frondosa é também do charco da terra. É necessário considerarmos a própria fragilidade e o esforço que podemos fazer para transformar essa fragilidade em força.
A sociedade está mais individualista ou há maior preocupação com o próximo?
Por incrível que pareça, é individualista por aparência, mas nunca houve tanta preocupação pelo bem do próximo como hoje. Acontece uma peculiaridade: aquilo que é nobre caminha discretamente e, o que é vulgar, trombeteia. Uso muito uma expressão um pouco piegas: é que a virtude calça sapatos delicados pra não chamar a atenção, enquanto o crime trombeteia o funk para poder anunciar. 

A violência cresce e as pessoas querem vingança, querem leis rígidas, querem morte, punição. Qual é o caminho?
Allan Kardec, o codificador do espiritismo, numa questão do Livro dos Espíritos, a 685, letra b, diz que há um método contra a impiedade e a violência: é a educação. Não a educação que se adquire através dos livros, mas a educação moral, a educação doméstica. Todos nós tivemos um lar, e muitos de nós ainda guardamos as pequenas e simples lições de nossos pais. Mas o que fazemos? Com o consumismo nós damos coisas, porque não nos queremos dar. Nós damos um aparelho para a criança se distrair, damos uma empregada de natureza virtual e estamos livres do filho. Vamos trabalhar e através dos sistemas modernos acompanhamos nosso filho como se fosse uma coisa. E quando ele tem um problema, a quem ele recorre? Ao outro semelhante, no futuro, ao traficante de drogas. Logo depois, ao outro inexperiente.
Que recado o senhor daria pra uma pessoa em dúvida, presa a um casamento que não dá certo, infeliz no trabalho, como ela pode encontrar uma saída?
O que está faltando a todos nós ou quase todos nós é uma reflexão quem sou eu. Afinal, o que eu quero. Então para que nós possamos saber qual é realmente a nossa polaridade física e polaridade psicológica, devemos fazer o exame não nos padrões exibidos pela mídia, mas das nossas aspirações, e o que é de melhor para nós. Eu tenho um amigo que o pai queria que ele fosse advogado, então ele foi ser advogado, porque o pai pagava os recursos. Ele recebeu o diploma e no dia seguinte disse: toma papai o diploma que o senhor comprou, agora eu vou ser agrônomo. Foi estudar agronomia que era o que ele queria.
 
Há correntes espiritualistas que acreditam que a Terra está passando por um período de transição para um período de regeneração. O senhor acredita nesta tese? Já se pode observar mudanças nesse sentido? 
Especificamente o espiritismo é o pai dessa tese porque por volta de 1868, quando Alan Kardec publicou o livro A Gênese, no capítulo 14, ele fala dessa mudança. Para nós, os espíritas, o progresso é intérmino. Tudo envolve cada vez sob um aspecto: as criaturas, o processo antropológico, a humanidade e também os países e os mundos. Para nós há outros mundos habitáveis e a Terra seria como uma escola, uma fase inicial primária denominada pelos espíritos nobres como mundo de provas e de expiação. Mas evolui, e o próximo passo é o mundo de regeneração em que esses valores estrambelhados da conduta humana cedem lugar a outros valores éticos que nós perdemos. Então estamos num processo realmente de melhora, porém, quanto a paisagem, é sombria, meia-noite. É o momento máximo da noite. Um segundo depois é madrugada, ainda é noite, mas já é a madrugada. Nós podemos ver hoje através do nascimento crianças excepcionais, uma sociedade de indivíduos que aspiram a questões melhores e mais elevadas. Há uma mudança generalizada de padrão, de que indivíduos estabelecem novas metas para encontrar realmente a felicidade. Então cremos, nós os espíritas, que estamos em trânsito para um mundo melhor. 
Pessoas se esforçam para criar uma imagem de felicidade, de riqueza e de vida perfeita que nem sempre vivenciam. Que sintoma é esse?
É sintoma de fuga da realidade. A psicologia chama de projeção do ego. Quando nós exibimos o nosso ego, nós saltamos por cima de todos, reais e aparentes, obstáculos. A criatura do século XXI é uma criatura fantasiosa. Nós estabelecemos como metas essenciais o prazer, o imediatismo, mas não queremos pagar o preço que é o trabalho, a reflexão, o amadurecimento psicológico e como dizem os melhores psicoterapeutas, as metas. As metas hoje são muito rápidas, a afetividade é um amontoado de palavras, o respeito pela criatura humana enquanto tudo está bem. Então a perda desses valores éticos nos aturde. Mas há uma rota de segurança que foi dada por Jesus há dois mil anos que é o amor. O amor como solução para todo e qualquer problema. Não o amor piegas, mas esse sentimento de respeito por dar ao outro o direito dele ser como é, e a nós nos exigirmos sermos cada dia melhores.  

 Qual a mensagem de esperança que o senhor deixa para um pai desempregado, para uma mãe que perdeu o filho, para alguém acometido de doença?
Que ame, começando o autoamor. Começando a não se desvalorizar, porque são ciclos. Há muita discussão em torno da evolução, uns dizem que a evolução é uma vertical, outros dizem que é uma sinuosa, outros dizem que é uma inclinada. Eu adoto o tipo da sinuosa. Nós estamos no ponto zero, começamos a ter cultura, a desenvolver sentimento intelectomoral, então ascendemos, mas como a vida é muito curta para aprendermos muito, fazemos uma pequena subida e paramos. Enquanto estamos assimilando, alguns valores se perdem um pouco, fazemos uma ligeira curva descendente. Através da reencarnação, nós agora começamos um outro ciclo de evolução e vamos ao infinito quando traçamos uma inclinada do ponto inicial a nossa meta. Jung (Carl Jung), o grande neurologista, psiquiatra suíço, dizia que a vida para ter um valor próprio tem que ter um sentido, um objetivo, uma meta. Quem não tem meta, é um peso morto na sociedade e alguém campeando para a autodestruição. A dificuldade financeira é terrível porque ela tira a dignidade, expulsa, torna-nos invisíveis, joga-nos ao chão. Mas autoamando-se haverá sempre uma possibilidade de recomeço. E nunca duvide da proteção de Deus, porque sou teísta, e durante 88 anos de teísmo nunca duvidei da proteção de Deus e cheguei a essa idade provecta.

PARA REFLEXÃO ....


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

MICROCEFALIA, POR QUE TANTOS CASOS? VISÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA, compartilhando ...



Para nós espíritas isto não é por acaso. Na visão da Doutrina Espírita esta situação enquadra-se nas chamadas provações coletivas, é um resgate coletivo. Como há as mortes coletivas de resgate, há os nascimentos coletivos de resgate. São espíritos que trazem necessidade de provas ou expiações semelhantes, nisto são atraídos a lugares ou situações, onde graves desequilíbrios destes espíritos são tratados em conjunto. Sobretudo nas doenças, chamadas de congênitas, que a criança já traz ao nascer, não se pode atribuir ao acaso ou a má sorte elas passarem por esta situação.

Há casos também em que esses espíritos reencarnam com este problema  para ajudar os familiares a desenvolverem boas qualidades, a terem mais paciência, para desenvolver o cuidado pelo próximo, a compaixão, a generosidade... Podendo assim ser uma reencarnação digamos missionaria.

O Espiritismo nos esclarece que estamos num mundo de efeitos, de consequências, onde percebemos que na reencarnação encontra-se o “por que” para compreendermos o que está ocorrendo, as causas e as consequências.

Nas questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, encontramos os seguintes esclarecimentos: Que Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer os espíritos chegarem a perfeição. Para alguns a encarnação é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação. (...)
Todos nós necessitamos de reencarnarmos, pois todos nós fomos criados simples e ignorantes; instruímo-nos nas lutas e nas tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito. Os espíritos que seguem o caminho do bem alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do espírito; quanto menos tenham de imperfeição, menos tem de tormentos. (...)

          Assim, sempre é importante ressaltar que não é um castigo de Deus, porque as doenças as dificuldades que se passa na Terra são consequências da inferioridades do mundo que estamos habitando e dos espíritos encarnados aqui – que somos nós.  Em mundos mais evoluídos, essas circunstâncias não mais existem, isto porque os espíritos que habitam estes mundos mais adiantados não necessitam mais passarem por estas dificuldades físicas, por não terem dividas a serem quitadas nesse nível.  Aqui na Terra nós ainda temos estas necessidades, por ser algo decorrente do nível inferior do nosso espírito, por termos dividas a serem sanadas. Este fato não pode ser visto como castigo de Deus, nem como obra do acaso, pois se atribuirmos a injustiça Divina ou a sua inexistência, é um absurdo. É apenas na compreensão da reencarnação, da imortalidade da alma, que conseguimos entender as causas espirituais que está por trás de tudo que ocorre no mundo material.    

Estamos vivenciando um momento crucial no progresso do planeta Terra, e no nós progresso.  Esta é a encarnação que melhor nos preparamos através das outras encarnações. É a grande chance e a grande oportunidade para nos tornamos indivíduos melhores. E para esses espíritos que nasceram com o corpo físico com microcefalia é uma grande oportunidade de reajuste de dividas passadas, é uma reencanação impar para eles, mesmo que seja por breve instantes, ou pela experiência de passar por isso, ou que vivam por anos; tanto para eles como para os familiares.

Sabemos que a Terra está passando pela mudança de uma Era para outra, deixando o mundo de Provas e Expiações para o mundo de Regeneração. Tudo que estamos vivenciando seja desencarnes coletivos, seja reencarnações de resgate coletivo, é para acelerar o processo de quitação de divida do mundo em estagio de Provas e Expiações, pois não se pode chegar um novo estagio moral na Terra com as dividas e os sofrimentos atuais. Só irão ficar na Terra os espíritos que assumirem o compromisso com o bem, espíritos com a moral adequada para habitar o mundo em estagio evolutivo de Regeneração. Por isso que as dividas tem que serem pagas, e por isso que está havendo esse aceleramento para o pagamento dos débitos desses espíritos, e tudo isso acontecendo por meio da Lei de Causa e Efeito, da ação e da reação.

Assim, os débitos de vidas anteriores que tal espírito contraiu e acarretou tal deficiência, é sanado com essa atitude de encarnar com a microcefalia.   Décadas atrás a incidência de casos de deficiência física era muito grande, e se apresentando de diversas formas as deficiências físicas, atualmente os espíritos estão nascendo com doenças emocionais, psíquicas, é a mente que está sofrendo atualmente. Tendo diminuído os casos de deficiência física, pois os espíritos que precisavam passar por tais circunstancias já terem quitado tal divida, contraída por erros em vidas passadas. É por isso que esta é a grande chance, quem sabe uma das ultimas chamadas para esses espíritos quitarem suas dividas e a dos seus familiares por meio da microcefalia.

Deus sempre Escreve Certo e  Seu Amor e Justiça nunca falham. Temos que entender que os espíritos desses bebês, são espíritos que já viveram muitas outras vidas, com erros e acertos. Os aspectos espiritual por trás desta situação é que são espíritos que precisam passar pela experiência da microcefalia, é como se fosse um processo de cura para os dificuldades espirituais desses espíritos.

Que as mães não aborte esses bebês de forma alguma, porque se houver um caso na família de microcefalia é porque  a família necessita desta experiência  para desenvolver boas qualidades. Se haver de nascer na família um bebê com alguma deficiência física é necessidade da família e do bebê. A família tem que se doar, porque tudo tem uma razão de ser. Acima de qualquer coisa é exercer a aceitação, e assim desenvolver o Amor. É a Justiça Divina atuando, mesmo que não compreendemos atualmente,  para que alcancemos a luz. 

Que as mães, os pais e  os familiares agradeçam a Deus por esta oportunidade bendita, por receber estes espíritos sofredores, que vão precisar dos seus pais, responsáveis, familiares, de todo o amor, carinho, da servidão, para se dedicarem a estes espíritos, dando condição a eles de cura para o espírito, através desta oportunidade. Quando servimos crescemos. É um crescimento mútuo, para os pais e para o filho, muitos casos podem ser resgates de dividas dos pais com os filhos de outras vidas; outros casos os bebês podem assim nascer para sensibilizar os pais e familiares (sendo assim uma reencarnação missionaria do filho); e outros podem ser a necessidade do espírito de nascer desta forma e os pais os acolherem para o ajudar, sem os pais terem cometido erros com eles no passado, isto estabelecido no plano reencarnatório antes dos pais e filhos nascerem, é do desenvolvimento do amor, do servir.


Que esses casos sirvam para a sociedade em geral, para sensibilizar-nos e nos voltarmos mais para o bem, para o amor, para a caridade, para o respeito, para aaceitação... Uma nova era está chegando, e temos que cada dia sermos pessoas melhores. O tempo urge, e os trabalhos estão sendo acelerados. Colhemos o que plantamos isto através dos séculos, isto é a lei de causa e efeito, ação e reação. Mas, sobretudo, confiemos em Deus Pai. E nos ensinos de Mestre Jesus, pois Ele afirmou: “Das ovelhas que meu Pai me confiou, nenhuma se perderá.”

“Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano.“ (Romanos 8:28)

http://jardim-espirita.blogspot.com.br/

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Maledicência



“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (…) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências.”


“Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.”
André Luiz
“Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.”
Emmanuel
“O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem”.
Jesus (Mateus 15: 11)



Falar mal dos outros, prática comumente considerada “inocente”, é atividade altamente perniciosa, pode facilmente transformar-se em hábito e deve ser combatida imediatamente ao constatarmos que ela faz parte de nosso cotidiano.
Não importa se os outros são nossos conhecidos ou não; se estão longe ou perto; se agiram correta ou incorretamente: simplesmente não devemos alimentar nossas conversações com assuntos que somente dizem respeito à vida alheia. Se não for o caso de prestar algum auxílio, para nada de útil tal conversação servirá e ainda poderá ser fonte de muitos males.
Ao falarmos mal dos outros, abrimos as nossas mentes para que elas se tornem um campo de futilidade, covardia e maldade, cada vez mais desenvolvidas, atraindo, assim, as companhias espirituais – e encarnadas – pertinentes.
Além de desrespeitar o dever primordial da caridade, essa atividade ainda demonstra que nosso tempo está sendo pessimamente empregado: afinal, ter tempo para falar mal dos outros significa ter tempo livre em excesso, que poderia ser empregado em atividades que edificassem o Bem.
Precisamos policiar-nos e corrigir-nos. E como podemos fazê-lo? Vigiando nossos pensamentos, para que consigamos cortar esse mal pela raiz, e ocupando nossas mentes e nosso tempo com trabalho útil e pensamentos elevados, em sintonia com o Alto. Não importa há quanto tempo labutamos no mal ou quantas vezes caímos e erramos: com força de vontade e esforço, a qualquer momento poderemos transformar nossos comportamentos e nossas vidas para melhor.
Não percamos tempo, então: comecemos agora mesmo, não tocando em assuntos que não nos dizem respeito e recusando-nos a dar continuidade a conversações permeadas de maledicência, gentilmente sugerindo uma mudança de tópico para a conversa. É fundamental, também, que guardemos paciência, tolerância e perdão para com aqueles que ainda não descobriram o poder tóxico da maledicência e continuam permitindo-se praticá-la.
Com a consciência de que há um determinado defeito em nós, surge a responsabilidade de atuarmos para corrigi-lo, dentro do melhor que pudermos fazer. Essas pequenas corrigendas devem obrigatoriamente ser efetuadas com urgência nas vidas de todos aqueles que desejam trilhar o caminho do bem e tornarem-se, um dia, verdadeiros cristãos.


No livro “A essência da amizade”, encontramos um precioso texto de autoria de Huberto Rohden, que trata da velha questão da maledicência.
Com o título de Não fales mal de ninguém, o referido autor tece os seguintes comentários:
“Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.
Qual a razão última dessa mania de maledicência?
É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.
Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma.
Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.
Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.”(...)
“As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.
Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.”
A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens.
Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
Fala-se muito por falar, para “matar tempo”.
A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio.
São enfermos em demorado processo de reajuste.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!

fontes: http://www.momento.com.br/    https://espiritismonocotidiano.com

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O julgamento pode estar próximo por Ribamar Fonseca


A descoberta de um novo planeta no nosso sistema solar acaba de ser anunciada, através de um artigo na revista especializada "The Astronomical Journal", pelo astrônomo Michael Brown. Na verdade o planeta ainda não foi visto, mas pelas perturbações causadas entre os corpos espaciais na zona de Plutão, foi possível ao astrônomo afirmar a sua existência. Seus cálculos foram compartilhados por seu colega Constantin Batygin e ambos chegaram à conclusão de que o novo planeta tem dez vezes a massa da Terra e sua distância do Sol é 200 vezes maior do que a distância do nosso globo para o astro-rei. E mais: sua órbita completa ao redor do Sol duraria cerca de 15 mil anos. O anúncio ganhou destaque no mundo porque o astrônomo Brown, que descobriu o planeta-anão Sedna e contribuiu para o rebaixamento de Plutão, tem grande prestígio nos meios científicos.
O que poucos sabem, no entanto, é que a existência desse planeta já era conhecida dos espíritas desde o início do século passado. No seu livro "Mensagens do Astral", editado na década de 30 daquele século, o espírito Ramatis, autor de inúmeras obras sobre o mundo espiritual, já falava sobre esse planeta, que neste milênio, em sua elipse, deve passar próximo da Terra, provocando cataclismos como parte do processo evolutivo do nosso planeta. Segundo mensagens espirituais recebidas em todo o mundo, a Terra será promovida a Planeta de Regeneração, quando a vida será infinitamente melhor do que atualmente e, para isso, precisa ser expurgada dos maus, que serão atraídos, em espírito, para o novo planeta. Chico Xavier chegou a denominá-lo de "Planeta Chupão", porque ele vai atrair para a sua superfície todos os espíritos com o mesmo padrão vibratório inferior.
O astrônomo Michael Brown, portanto, confirma o que os espíritas já sabiam e que deve servir de alerta para os céticos, especialmente para aqueles que acham que a vida termina com a morte do corpo físico e, por isso, se empenham em tirar vantagem nesta vida, convencidos de que depois é o nada. Muita gente sabe, desde os tempos mais recuados, que o espírito é imortal e que a vida, após a morte do corpo físico, continua, só que em outra dimensão. Muitos livros já foram publicados sobre o tema, inclusive de autores não espíritas, baseados em suas próprias experiências, além de reportagens e filmes. O grande filósofo grego Sócrates já dizia: "Se o espírito é imortal, por que não vivermos com vistas à eternidade?" Esse é o problema dos que pensam que a morte é o fim e, por isso, passam o tempo lutando apenas para se dar bem nesta vida.
Todos os seres vivos – homens, plantas e animais – um dia vão morrer, pois a morte faz parte da natureza. A propósito, lembrando ainda Sócrates, quando ele estava na prisão à espera do julgamento dos juízes, um dia sua mulher chegou aflita para lhe dar a notícia:
- Sócrates! Sócrates! Os juízes te condenaram à morte!
E o grande filósofo, sereno, respondeu:
- E daí? Eles também estão condenados pela natureza.
Precisamente pela consciência de que um dia morrerão é que as pessoas deveriam prestar mais atenção para o seu lado espiritual, procurando corrigir seus defeitos através de uma reforma interior, pois do outro lado vão ter de prestar contas de suas ações. Quando chegarem lá não lhes perguntarão sobre seus títulos, patrimônio, o volume de dinheiro nos bancos, sua posição social, etc, mas o que fizeram de bem aos semelhantes, quantas lagrimas enxugaram, etc. Esta é a riqueza que os ladrões não roubam e a ferrugem não come, conforme alertou Jesus. Ao contrário da justiça dos homens, que é falha e muitas vezes injusta, a justiça divina é perfeita e ninguém escapa dela. Do outro lado não existe impunidade. E todos os tipos de criminosos, incluindo os de colarinho branco, corruptos, tiranos e todos os que usam o seu poder para fazer o mal, empregando mal o livre-arbítrio, receberão as penas correspondentes.
Tudo isso pode parecer fantasia para os céticos, para os ateus, mas é bom lembrar que Noé escapou do dilúvio por ter acreditado nos avisos de Deus. E o principal preposto de Deus na Terra, Jesus, fez o alerta em seu Evangelho: "A cada um segundo as suas obras". Ele também disse que chegaria o tempo em que o joio seria separado do trigo e é exatamente o que já está acontecendo a nível espiritual. Os espíritos dos infratores que morrem não voltarão mais para a Terra: eles estão sendo separados para reencarnarem nesse planeta anunciado por Brown, para onde serão atraídos quando ele passar próximo do nosso globo. Será uma nova oportunidade que Deus lhes dará para a busca da evolução, começando tudo de novo, tal como os exilados de Capela, da constelação do Cocheiro, que foram trazidos para a Terra nos primórdios da Humanidade e aqui deram continuidade ao seu processo evolutivo.
Vale a pena lembrar aos que fazem o mal a outras pessoas, seja física ou moralmente, especialmente aos que vivem pregando a violência, o ódio, que o espírito é imortal e que existe outra vida além desta, onde todos prestarão contas dos seus atos. E que poderão ser atraídos, em virtude do seu baixo padrão vibratório causado por suas maldades, pelo planeta "Chupão" que vem aí, onde terão bastante tempo para refletir sobre suas ações e tentar modificar-se. Afinal, se não existisse punição para os que fazem o mal o crime compensaria. E toda a pregação do Cristo, tendo como fundamento o amor, seria uma farsa. Felizmente, porém, sabemos que Ele nos legou o mais perfeito manual de vida de que se tem conhecimento: o Evangelho. Basta segui-lo.

É bom lembrar, também, que o Brasil é o "coração do mundo e pátria do Evangelho", conforme revelou em espírito o escritor Humberto de Campos. Para estas terras do Cruzeiro do Sul o Cristo transplantou o seu Evangelho, antes mesmo da sua descoberta por Pedro Álvares Cabral e após o uso do seu nome para alimentar as guerras fratricidas no Velho Mundo. O Brasil, portanto, não é um barco à deriva, ao sabor do mar revolto de paixões que parece ameaçar o nosso futuro. Jesus está no leme. Tolo quem não acreditar nisso.